segunda-feira, 30 de março de 2026

Tuk Tuk, Tai


Estão por todo o lado. Esgueiram-se entre os carros e mesmo entre as pequenas motorizadas que enxameiam as ruas. “Pisam” alguns traços e algumas regras de trânsito, mas conseguem sem pânico entregar-nos no destino. São experientes condutores, uns mais ariscos, outros mais prudentes. 

Mas todos conhecem os meandros urbanos onde circulam, todos conseguem contornar o trânsito, mesmo que o tuk tuk fique a dois dedos uns dos outros ou dos carros. São barulhentos, mas parece que isso lhe empresta mais potência. Quase todos têm um escape de rendimento, que lhes deve adicionar mais dois ou três cavalos. 

Não é muito, mas a “resposta” do motor melhora. E são bastantes os que utilizam os escapes de rendimento. Não se fazem rogados em tirar partido do acréscimo de potência logo desde a primeiras rotações. Por vezes, as ruas e as avenidas parecem autódromos. 

Quando não há pressa, habitualmente eles não têm pressa. E é possível percorrer com o olhar as fachadas dos edifícios, as praças e os parques, os monumentos distribuídos pelo espaço urbano. Desde que se aguente o barulho do escape. 

E mais: assistir na primeira fila à dinâmica das duas rodas, dos milhares que circulam a toda a hora, e dão uma animação suplementar quer aos meandros quer às grandes avenidas. Nunca estamos sózinhos. De um lado e de outro, as “aceleras” cruzam-se, ultrapassam-se, quase raspam umas nas outras. 

Mas não há apenas motorizadas. Também há motos, algumas últimos modelos. Mas são realmente os enxames de ciclomotores que zumbem à nossa volta. Fomos à periferia de Banguecoque num dos mais silenciosos. Por acaso, com um dos condutores mais idoso e calmo, mas também o que precisou de ajuda de um colega para encontrar o caminho.

Mas, o passeio é sempre uma aventura. Ouço, de vez em quando, ai!, ai!, ai! Mas, não vai além disso, tal como a proximidade das chapas não ultrapassa escassos centímetros. E aquele soprar do escape até alimenta a emoção. 

Sem comentários: