
Já lá fomos todos, de moto. A memória está próxima, pertíssimo da actualidade. Mesmo assim, já lá vão uns anos desde o início da iniciativa. Se recuarmos vinte, somos capazes de já perceber o peso dos anos. Porém, julgo que também sentiremos a leveza do argumento.


Apesar dos limites de importação e do preço desses “artigos de luxo”, o poder aquisitivo foi aumentando. Os modelos do início dos anos 70 foram sendo substituídos e, em meados dos 80, o mundo das motos estava recreado. O começo dos anos 90 assistia aos primórdios do “boom” motociclístico que se estenderia quase até ao final do século.


Depois de Cascais, que levava gente da linha de Sintra e de Lisboa, da ascensão e queda da “Mexicana”, que passara a juntar Lisboa e arredores, das corridas de moto no autódromo do Estoril e em alguns circuitos urbanos, e da súbita “Vela Latina”, o Cabo da Roca tornou-se no caso mais sério e perene de reunião de milhares de motociclistas sobretudo da Grande Lisboa mas também da Margem Sul.


Todos os domingos de manhã as motos enxameavam as estradas de Sintra e do Guincho a caminho do local “mais ocidental” da Europa. A pretexto de uma “volta”, bebia-se qualquer coisa, trocavam-se impressões sobre os últimos modelos, combinavam-se viagens.





O “Cabo” não se esgota nesta meia dúzia de parágrafos nem nesta meia dúzia de aspectos.
O sítio já tem uma história motociclística. Foi dali que muitos partiram e onde muitos chegaram em viagens inesquecíveis. O “Cabo” é princípio e fim, motivador e charneira, passado e futuro, hoje uma referência importante dos motociclistas portugueses e do motociclismo nacional.
As imagens foram retiradas de dois vídeos mal tratados...
Música: Memória de Peixe, 74
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