Na cidade, o destaque vai para o Duomo local, catedral construída a partir do século XIV, com uma simpática área pedestre, para o Broletto, antiga sede municipal na Idade Média e para o Tempio Voltiano, o museu dedicado a Alessandro Volta.
O lago, circundado por montanhas com picos acima dos 2 mil metros, está polvilhado de pequenas e belas localidades, como sejam, Bellagio, Menaggio ou Varenna. Ou Brunate. É para lá que vamos.
Como fica a cerca de 40 minutos de comboio de Milão. A opção obriga a mudar de comboio, para quem saia da Centrale, e esperar uma dúzia de minutos em outra estação milanesa, a partir da qual fará a ligação final.
Porém, nesse entretanto, o tempo permite andar ao longo das paredes da estação de ligação, que são uma espécie de galeria de arte ao ar livre. Aliás, como a maioria das urbes italianas.
O percurso ferroviário faz-se em parte na planície do rio Pó e só perto da cidade se descobrem as montanhas. Como fica na extremidade sul do lago. Dali, é fácil perceber que se trata de um lago de origem glaciar, observando o perfil do relêvo envolvente.
Mal se chega ao lago, cerca de 15 minutos a pé desde a estação ferroviária, o cenário muda. Ali, as elevações surgem de imediato e o perfil sobretudo na margem direita é bastante íngreme.
De tal modo que, a maneira mais fácil de o trepar é apanhar um funicular. A ideia é subir até Brunate e daí seguir a pé até ao Faro Voltiano. Desde Brunate, o percurso pedestre tem um desnível de 150 metros.
E tudo começa na pequena estação do funicular, de finais do século XIX, com paredes em tijolo e telhado em madeira. Mal começa a subida, é possível ver a totalidade da cidade de Como e perceber que está num dos vértices do lago.
O nosso horizonte vai abrindo até Brunate, situada no topo da linha do funicular. Lá de cima, a paisagem é soberba, abrangendo as localidades situadas nos vales e nas zonas planas junto ao lago ou nas escarpas.
Estamos na “Varanda dos Alpes”. Perto da estação, há lojas sobretudo com produtos de montanha, hotéis e miradouros para todos os gostos. As ruas são estreitas e a circulação, embora diminuta, é difícil e morosa, não havendo muitos lugares de estacionamento.
Aqui começa o percurso pedestre, primeiro pelas estreitas ruas da localidade que, mesmo assim, ainda tem alguns edifícios imponentes, como sejam, a igreja barroca de Santa Andrea e o Gran Hotel Milano.
Deixamos a zona urbana e começamos a serpentear pela serra. E as semelhanças com Sintra vão desfilando à medida que trepamos. Os chalets de montanha de telhados íngremes, surgem em cada curva da estrada acompanhada por árvores altas.
O percurso pedestre tanto vai pela estrada, com por caminhos exclusivamente pedestres. Estes últimos, sobretudo, a maioria em pedra, estão tapeteados com folhagem e ladeados por muros de pedra.
À medida que subimos, aqui e ali, num jardim relvado por exemplo, há vestígios de neve. Nota-se que está mais frio no início da rampa que dá acesso ao Farol de Volta, já há um ou outro monte de neve.
O percurso de pouco mais de quilómetro e meio - um pouco menos do que do Palácio da Vila ao Palácio da Pena, em Sintra - mas quase ao dobro da altitude, que anda nos quase 900 metros.
O Faro Voltiano tem quase um século. Construído em 1927, homenageia o centenário da morte do famoso inventor da primeira bateria eléctrica. A vista desde a base é lindíssima. Do cimo dos 29 metros de altura imagino que seja soberba.
Regressámos ao entardecer ao Natal de Como, quando as primeiras luzes já davam um brilho especial às decorações natalícias urbanas. Há muitas bancas iluminadas e uma diversidade de produtos, da gastronomia aos bonecos de peluche.
Passeamos ao longo do mercado e de alguns edifícios estilizadamnete iluminados. O ambiente fiérico está nas fachadas coloridas pelas projecções, bem como na profusão de luzes das bancas.
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