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sexta-feira, 12 de junho de 2015

Espanha Mudejar VI - De Madrid a Lisboa



DE MADRID A LISBOA COM OROPESA DE PERMEIO

Castelo de Oropesa

Esteve para ser Trujillo. Mas era muito próximo de Oropesa e ainda era cedo. Por isso, deixamos Madrid já com a ideia de ir almoçar numa área de serviço. Aí, ao contrário de Portugal, onde a televisão estaria com programas que promovem o ambiente pimba, era de calcular que a RTVE estivesse a emitir a corrida de Moto GP.

Saída do bairro Salamanca, em Madrid

Saímos pelas nove da manhã e praticamente uma hora depois estávamos a chegar ao Parador de Oropesa para beber um café. Entramos pelo túnel que leva a uma espécie de pátio fronteiro ao castelo e às instalações do Parador.

Túnel de acesso ao Parador de Oropsa

Na varanda, servia-se um branch e preparava-se um almoço, pelo que tivemos de ir buscar os cafés ao balcão do bar. A vista desde ali é sobre os telhados da vila e para  amuralha da alcáçova, onde se nota sobretudo um esqueleto pendurado numa jaula de metal pendurada nas ameias.

Um dos edifícios do Parador

O tempo continuava ameno e as previsões de chuva nunca se concretizaram não fossem uns pequenos borrifos na chegada a Lisboa. Entretanto, almoçamos já perto de Mérida, numa área de serviço, onde assistimos ao desenrolar do GP de Jerez e à vitória de Jorge Lorenzo.

Na fronteira do Caia

Ainda parámos para reabastecer perto de Badajoz, reduzimos a velocidade ao entrar no Caia para uma fotografia e só voltamos a parar na área de serviço de Vendas Novas onde nos despedimos. Neste trajecto, a chuva só espreitou perto de Lisboa, mas rapidamente desapareceu.

Em Vendas Novas

Fizemos cerca de dois mil e duzentos quilómetros. A diária nos hotéis de quatro estrelas não ultrapassou os oitenta e oito euros por casal, com pequeno almoço incluído. Mas chegámos a dormir por sessenta euros em Cuenca.  Já as refeições principais andaram entre os quinze e os trinta e poucos euros por cabeça. Tivemos duas etapas mais longas, a de saída e a do último dia, respectivamente com 480 e 650 quilómetros, duas com pouco mais de 300 e outras duas com cerca de 150.

O vídeo de Madrid a Lisboa, aqui
https://vimeo.com/131209925
ou ver neste formato





quarta-feira, 2 de outubro de 2013

OROPESA, CASTELO PARADOR


Oropesa pode ter sido egípcia ou grega.
Romanos e árabes estiveram por aqui durante alguns séculos.
Os réis católicos entregaram-na à casa de Toledo, a Manuel Joaquim Alvarez de Toledo, que tinha como apelido Portugal, uma proximidade que não surpreende.
Com efeito, de Lisboa a Oropesa não chega a 500 quilómetros, cerca de 4 horas.
Tão perto que, sair depois de almoço, ainda garante um banho na piscina do Parador.
Entrada no Parador
O castelo-palácio de Oropesa é o conjunto edificado mais nobre da povoação.
O Parador ocupa a parte do palácio que está fronteiro ao castelo, uma construção árabe dos séculos XII/XIII. 
Na muralha do castelo não falta mesmo uma gaiola medieval, onde os prisioneiros eram encerrados, expostos e deixados para morrer.
A porta principal da fortificação fecha cedo.
Tem horário de museu.
O palácio domina a praça que antecede as muralhas e a torre que lhe serve de entrada.
O acesso ao castelo faz-se através da entrada do Parador, por uma rampa em túnel, à imagem do castelo de Setúbal.
É a mesma entrada que também serve o bar do Parador situado numa extensa varanda com colunas, virado para as muralhas.
Para além da zona monumental que integra o castelo e o Parador, a praça de Navarros, no centro da povoação é o ponto de convergência de turistas e das gentes da aldeia.
Aí domina a centenária Torre do Relógio e um conjunto de casas baixas cujos pisos térreos do lado poente são restaurantes.
Fecham tarde, como é habitual.
Praça de Navarros, aprincipal de Oropesa
Das janelas do Parador, é possível saber que tempo faz na serra de Gredos.
Ou observar o por do sol na direcção de Portugal.
Porém, foi o nevoeiro que cada vez mais se cerrava encostas abaixo a alertar-nos para o temporal que caiu no dia seguinte.
Desta vez, o poente alaranjado que se vislumbrava não foi bom conselheiro. 

Música: Avatar, James Horner
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