Está praticamente do outro lado do (agora, ruína) restaurante Mónaco. Já teve acesso e estacionamento para veículos, mas - soube hoje - está apenas acessível para veículos camarários e de abastecimento.
O Forte de São Bruno é uma pequena fortificação marítima com planta poligonal em estrela, expressão típica do barroco militar. Privilegia a eficiência defensiva com dois baluartes robustos que lhe dão um perfil austero e estratégico.
Está lá desde o último quartel do século 17. Trata-se de uma das fortalezas que faz parte da extensa linha de defesa da barra do Tejo. Inoperacional durante algumas décadas teve uma ocupação bastante heterogénea.
Guarnecido, mas depois abandonado, só no início do século 19 foi rearmado com onze peças de artilharia. Mas não durante muito tempo. Foi invadido por areias, parte de uma pequena muralha ruiu e chegou a ser utilizado como alvo para exercícios de tiro.
Foi morada civil, edifício administrativo fiscal, instalação da Mocidade Portuguesa, altura em que teve intervenção para recuperação. Depois do 25 de Abril pertenceu a um Fundo de Fomento e depois à Associação Portuguesa de Pousadas da Juventude.
Foi ainda instalação de Salvadores Náuticos, recuperado por duas vezes, e a Câmara de Oeiras reabilitou também o espaço envolvente com o objectivo de melhorar o acesso de visitantes ao forte.
Embora se note que não está nas melhores condições de conservação, foi cedido e encontra-se hoje como sede de honra da Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos, APAC, que também realiza aqui algumas actividades sobretudo para crianças.
Não precisei entrar à sucapa, o portão exterior estava aberto. Porém, o portão interior estava fechado. A encimar este Portão de Armas, uma placa placa epigráfica faz referência ao rei João IV e ao Conde de Cantanhede, com data de 1647.
Afinal, o portão só parecia fechado. E, havia vozes vindas de lá. Aproveitei para dar uma volta ao longo das muralhas, e observar a paisagem através das aberturas dedicadas às peças de artilharia.
Voltei e a porta estava entreaberta. Aguardei e surgiu quem cuida do sítio, a responsável da Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos, APAC, pelo espaço. Gentilmente, mostrou-me as duas salas dedicadas a eventos e deixou-me trepar ao terraço lajeado.
De lá, a vista é excelente, a par do cheiro da maresia, do azul do mar e da luminosidade que o sol empresta. O olhar vai desde a ponte 25 de Abril, passa pela outra margem do tejo e chega à extremidade da Marina de Oeiras.


























