sexta-feira, 10 de abril de 2026

Ayutthaya, antiga capital tailandesa

Fundada em 1350, Ayutthaya foi a antiga capital da Tailândia durante o reinado do Sião. No início do século XVIII, no auge de sua prosperidade, chegou a ser uma das cidades mais importantes do mundo, com mais de um milhão de habitantes. Estamos a cerca de oitenta quilómetros a norte de Banguecoque. 

A localização estratégica de Ayutthaya, na junção de três importantes rios tailandeses, foi fundamental para seu estabelecimento como capital. fácil acesso ao mar criava um canal de comércio de grande importância Por outro lado, essa posição privilegiada era cobiçada pelo reino da Birmânia. 

Por tal, em 1767, Ayutthaya sofreu uma invasão do exército birmanês e foi praticamente destruídaOs invasores danificaram diversas imagens históricas de Budas, saqueram templos e destruíram outros. De tal maneira que a cidade deixou de ser habitável

E a capital teve de ser mudada, ainda antes da actual Banguecoque. Hoje, Ayutthaya  é um importantes pólo histórico e um notável sítio arqueológico. A antiga capital abriga muitas ruínas, mas também muitos templos, alguns de grande dimensão, além das icónicas torres, “prangs”, e outros monumentos singulares. 

Saímos cedo de Banguecoque, tão cedo que apanhámos um grupo de monges tibetanos, a receber ofertas da parte de populares - como é hábito, sobretudo comida -,  já que o mosteiro ficava do outro lado da rua do hotel.

Entramos em grupo em Aytthaya, mas rapidamente dispersámos em função do vastidão do espaço, da quantidade e diversidade monumentais. Percebe-se o peso dos séculos de abandono, embora se note que já houve um processo de preservação.

O calor levou-nos a deambular pelas poucas sombras, junto do complexo central de acolhimento, mas também a aproveitar a luz para fotografar, quer os monumentos, quer as diversas particularidades que fomos observando.

O centro de acolhimento era relativamente simples. Lá perto, um dos visitantes era motociclista. Guiava uma trail, com matrícula chinesa. O rapaz estava vestido com topos de gama, da cabeça aos pés.

Mais à frente, demos com uma cabeça de Buda envolvida em rmúltiplas raízes de uma árvore, considerada um forte unícone simbólico budista da interacção entre o homem, a natureza e o espiritual.

Passámos por um notável chedi branco, (chedi é uma stupa, formações com pedras em cone), e, ainda, por uma galeria de estátuas de Buda em meditação.  A quantidade e a diversidade de “prangs” é impressionante.

Comparamos a nossa pequenez com os mais de 40 metros do colossal Buda reclinado e continuamos o passeio pelas alamedas ervadas, mas tão amplas, que se percebe a grande dimensão da antiga capital.

O complexo alarga-se praticamente até à zona moderna, à medida que os monumentos vão escasseando e a vegetação toma conta do espaço. Há uma maqueta que representa a parte central com complexo. Era grande.

Depois de uma incursão pelo complexo de acolhimento, deixamos as torres, os templos e os Budas antigos entregues ao tempo que lhes preserva a memória de tempos aúreos. 

 


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