Estamos em Montichiari, a pouco mais de 80 kms de Melzo, onde recolhemos as motos que viajaram de camião até Itália. Chegamos à vista do castelo Bonoris, a minutos do hotel Elefante, onde temos estacionamento no pátio.
Saímos, trepamos numa curta ladeira, mas o castelo já está fechado. Voltamos às ruas e entramos na Piazzetta da Basilica, damos a volta ao Duomo de Santa Maria Assunta e descobrimos uma esplanada simpática para comer gelados
Regressamos às ruas e não tardamos a sentar-nos para jantar na esplanada da pizzaria Al Cervo, mesmo nas traseiras do Duomo. O tempo está excelente, jantamos de manga curta as primeiras pizzas da jornada.
A visita a Sirmione está no programa da manhã. É para lá que vamos, acompanhando o final do Lago di Garda. Sítio turístico por excelência, há quase 4 décadas que não o vistávamos.
Hoje, já nem as motos têm direito de entrar no Castelo Scaligero. Ficam num parque estacionamento, onde também pagam! Fazemos um peqeno circuito pedestre, pelas ruas estreitas e voltamos à estrada.
Ficam por ver as restantes vielas, a villa de Maria Callas, as Cavernas de Catullo, o Lido e alguns vestígios arqueológicos que a pequena península encerra. O tempo continua soalheiro mas o trânsito está a ficar caótico.
É pouco mais de uma dezena de quilómetros até começarmos a subir pela margem do lago, mas já lá vai quase meia hora… até que, paramos quando o tráfego sossega num pequeno restaurante onde nos recebem (quase) em português.
Deixamos o almoço, acompanhado por prateleiras de garrafas de vinho, rotuladas e identificadas com graduação, casta e proveniência, e continuamos a acompanhar o lago, agora com menos trânsito e a paisagem a cativar deveras.
Paramos, fotografamos, conversamos e resistimos ao desafio da paisagem. Partimos de para o próximo desafio, a Srada della Forra, que bordeja a falésia junto ao lago. O piso é bom, a estrada é estreita e parece que tem apenas um sentido.
Vamos trepando e passamos por um túnel, vegetação abundante, casas de montanha, sempre com um panorama ímpar. Quando paramos em Tremosine - onde, nem para motos, é fácil conseguir um lugar -, estamos a meio do monte.
Desde o terraço de Brivido, de onde é possível ver grande parte do lago, também se vislumbra em Malcesine o seu castelo Scaligero, erigido no topo de um pequeno monte, mesmo à beira do lago.
Saímos para Riva Del Garda, navegando sempre junto à água, ora ao longo de uma outra mansão, ora a olhar a montanha que se vai erguendo, cada vez mais alta, na outra margem. Está a ficar escuro, mas a paisagem mantém-se soberba.
Agora é preciso, como em redor do lago, conseguir lugar para parar as motos. Não é fácil e ficam encostadas a um enorme edifício que encerra uma central eléctrica. Saímos para a o centro da cidade.
Enquanto extermidade do lago, Riva tem um terminal fluvial e, pelo menos um dos barcos, fazia lembrar os velhos barcos a vapor do Mississipi. Sentamo-nos na praça 3 de Novembro, a sentir a dinâmica da zona lacustre.
À vista da Torre Apponale do século XIII, que tinha como propósito principal vigiar e defender a cidade, circundámos a praça e concluimos uma pequeno passeio pedestre ao longo do cais que circunda o sul da cidade.
Encurtámos o passeio, também porque o céu prometia chuva. E ele chegou, fortee acompanhada por vento. Abrigámo-nos num pequeno mercado de levante, próximo das motos e só arrancámos assim que a chuva deu tréguas.
Com a estrada alagada e os fatos de chuva vestidos, saímos a caminho de Trento. Começamos a subir não tarda. A estrada nacional, com bom piso e curvas largas, é agora acaompanhada por arvoredo típico de montanha.
Chegamos os arredores de Trento, ainda de dia e estacionamos em frente do hotel onde já está um grupo de motociclistas gregos. Jantamos num restaurante que estava a fazer uma pela enorme paella e ainda temos direito a um pedestre nocturno para lá e para cá.






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